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Em São Paulo, vidro em fachada oferece conforto termoacústico a hospital

  • 7 de jul. de 2015
  • 2 min de leitura

Aqui no blog, costumamos postar obras de fora do País com aplicações ainda não vistas no Brasil. No entanto, ao passar pela Avenida Moreira Guimarães (que compõe o conhecido Corredor Norte-Sul em São Paulo), já bem próximo ao Aeroporto de Congonhas, nossa redação se deparou com uma estrutura curva de vidros que chama a atenção dos que trabalham com o material — e também dos que não têm nada a ver com o segmento.

Pela beleza, e também por não ser muito usual por aqui, resolvemos falar um pouco sobre a estrutura neste espaço. Na verdade, ela serve de fachada para o Hospital Moriah, inaugurado no ano passado.

O empreendimento foi construído sobre o prédio que antes abrigava a Rede Record de televisão. Antigo, mais precisamente construído na década de 1950, o edifício passou por um verdadeiro retrofit para abrigar os pacientes e seus acompanhantes, além de todos os funcionários do hospital.

A intenção do grupo proprietário era de que o novo projeto, assinado pelo arquiteto Siegbert Zanettini, fosse bonito, confortável e funcional, seguindo conceitos de respeito ao espaço público e sustentabilidade. Por isso, o prédio foi recoberto tanto em sua face frontal como na lateral por uma fachada de vidro estrutural curva dividida em duas partes, com o aspecto de duas grandes meias cúpulas.

Nessa fachada, que conta com a ajuda de uma estrutura metálica para se sustentar, são utilizados vidros insulados (ou duplos), laminados e temperados de 16 mm. Os vidros têm tanto função de controle solar como de conforto acústico — relembrando, o hospital é praticamente vizinho do Aeroporto de Congonhas e, por isso, está exposto aos enormes decibéis lançados pelas turbinas dos aviões, além dos ruídos do pesado trânsito que o cerca. A fixação de nosso material se deu por meio de spiders presos à estrutura metálica.

Parte da envoltória do prédio antigo, que dá para o espaço ou átrio formado pela estrutura envidraçada, também foi revestida de vidro: são na verdade divisórias formadas por laminados de 12 mm. Na cobertura do prédio, não envolvida pela estrutura curva, há mais vidro – temperado de 16 mm.

Este é, sem dúvida, mais um bom exemplo do uso de vidros em hospitais, uma tendência já apontada na edição de fevereiro de 2013 de o vidroplano, em sua reportagem de capa. Além disso, como já dissemos, é um bom case de estrutura envidraçada que temos no Brasil.


 
 
 

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